Kubernetes ou Docker | Quais as 3 principais diferenças

Kubernetes ou Docker, qual dos dois é o “melhor”? Será que essa distinção realmente existe ou cada um deve ser usado para um propósito diferente? Descubra agora

Você sabe como o Kubernetes e o Docker funcionam? Sabe qual deles utilizar em cada situação para proteger o código e o bom funcionamento de seus conteúdos? Se você é um desenvolvedor e precisa aprender mais sobre a conteinerização, este artigo é para você.

Uma das grandes problemáticas enfrentadas pelos desenvolvedores de conteúdo é a dificuldade de transportar códigos de aplicações de um local para outro, sem que haja a perda ou modificação de nenhum conteúdo. A solução para esse empecilho surge em 2013 com o advento do Docker: um novo sistema de conteinerização dos códigos.

Mas afinal, o que é, exatamente, o sistema de contêiner? Quais as principais atribuições do Kubernetes e do Docker, e quais as diferenças entre essas duas plataformas? Vamos aprender neste artigo.

No que consiste o “contêiner”?

Se você trabalha com desenvolvimento de software, provavelmente já se deparou com o seguinte problema: um código que funciona perfeitamente enquanto está no ambiente de desenvolvimento, mas assim que você o transfere para outro ambiente, ele para de rodar.

Kubernetes.
Kubernetes.

Essa complicação – que certamente já tomou muito tempo e paciência de diversos desenvolvedores – começa a se resolver com o sistema de conteinerização dos códigos, que se resume na criação de compartimentos para “isolar” o código de seu ambiente de origem. Essa compartimentalização é feita de modo a proteger a execução do código, não importa em qual dependência ele precisará funcionar (bins, libraries, files, etc.).

Desta forma, o desenvolvedor não precisa codificar o conteúdo para cada plataforma que ele for rodar: basta codificar uma vez e, por meio da conteinerização, ele estará pronto para funcionar em qualquer ambiente (Windows, Linux, nuvem, etc.).

Quer aprender mais sobre desenvolvimento de conteúdo? Confira também: Criação de Websites – Mediaz

Maior proteção aos seus softwares

Além da facilidade e da organização que os contêineres permitem, outra vantagem desse sistema é a proteção elevada aos softwares. Uma vez que os códigos são armazenados isoladamente, em vez de se misturarem uns aos outros, qualquer possível falha é tratada também de forma isolada. Ou seja, o erro de um código não vai interferir e prejudicar o outro.

Essa independência permite uma segurança muito maior para os desenvolvedores, haja vista que a possibilidade de um erro ou malware comprometer todo o projeto é restringida (ou mesmo anulada) por conta da flexibilidade inerente ao sistema de contêiner.

Códigos compactos

Além da proteção adicional, a conteinerização dos códigos permite que eles sejam muito mais leves. A razão para tal é todos compartilharem do mesmo sistema de operações – OS – mesmo que os mesmos estejam isolados.

Nesse sentido, uma vez que os códigos não necessitam de compatibilização para diversos ambientes diferentes, o consumo de recursos de cada código também diminui. Contudo, para que essa compartimentalização (ou conteinerização) ocorra, é necessário uma plataforma que possibilite o sistema de contêineres – é quando surge o Docker.

Docker: o início da conteinerização

Como dissemos, o Docker surge em um contexto em que o sistema de contêineres ainda não existia, mas era necessário para otimizar os processos de aplicação. Mas afinal, como se deu o início dessa plataforma?

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Como o próprio site oficial nos mostra, o Docker transforma tarefas repetitivas e desnecessárias do desenvolvimento em aplicações rápidas e mais seguras, tudo de forma automatizada, para que você não precise se preocupar com fazer trabalhos desnecessários.

Tanto para desktops quanto para trabalhos na nuvem, o Docker auxilia o desenvolvedor a trabalhar com maior facilidade, segurança e muito mais praticidade. Vamos entender um pouco de como esse processo funciona:

O processo Docker

Ao trabalhar com o Docker, o desenvolvedor passa por três etapas: a primeira é a construção do código por meio das ferramentas disponibilizadas pelo Docker, com um processo de separação de códigos por contêineres.

A segunda etapa é a distribuição do conteúdo. O usuário tem acesso a imagens oficiais de publicadores verificados pelo Docker, para que você possa alavancar o seu conteúdo ao máximo. Você personaliza seu conteúdo e ainda pode colaborar com outros membros do Docker.

Por fim, resta rodar suas aplicações sem a preocupação de precisar converter código por código de maneira manual e extremamente contraproducente: o Docker automatiza esse processo para você por meio dos contêineres.

Kubernetes – organização e gerenciamento dos contêineres

Agora que o sistema de contêineres passou a fazer mais sentido, é necessário saber o que é a plataforma Kubernetes – também chamada de Kube ou K8s. Este programa tem como objetivo a implantação e o gerenciamento dos contêineres de códigos. O Kubernetes trabalha por meio do agrupamento dos pods da aplicação – podemos tratá-lo como o “segundo passo”, logo após o Docker. 

Dentre as diversas funções desempenhadas pelo Kubernetes está a automatização do processo de gerenciamento dos seus contêineres (implementação, load balance, rollouts, escala e armazenamento).

O Kubernetes, além de tudo, funciona tanto para os contêineres em desktop quanto para aqueles salvos na nuvem. Podemos dizer que essa ferramenta é perfeita para empresas que desejam automatizar o sistema de gerenciamento dos seus contêineres de códigos.

Mas afinal, qual a diferença entre o Kubernetes e o Docker?

Agora que você já entendeu um pouco sobre o Docker e o Kubernetes, resta saber quais as principais diferenças entre os dois. Para tornar a explicação mais clara e objetiva, trouxemos as três principais utilizações que diferem essas duas plataformas.

A primeira é a mais óbvia: enquanto o Docker cria, compartilha e faz os contêineres “funcionarem”, o Kubernetes não consegue desempenhar essa função, por ter uma atribuição diferente e operar de outra maneira.

O Kubernetes atua em cima do trabalho realizado pelo Docker e o organiza, o que possibilita sua melhor utilização – e esta é a segunda diferença. O Docker é incapaz de, sozinho, trabalhar de forma automática e tão organizada, conforme o Kube pode oferecer.

Por fim, outra diferença entre as plataformas é: enquanto o Kubernetes depende do Docker para funcionar (afinal, o K8s não consegue criar os contêineres), este consegue desempenhar seu papel de forma isolada (sem o Kubernetes) – prática esta que é, inclusive, comum de ser observada.

Então, devo usar o Docker ou o Kubernetes?

Apesar de essa ser uma dúvida comum, ela não é correta – e, se você leu até aqui, provavelmente já percebeu o motivo. O Kubernetes e o Docker não são programas competidores, de modo que o uso de um exclui a utilização do outro.

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Pelo contrário, esses programas desempenham funções distintas, e a melhor opção é usar ambos, em conjunto. Você utiliza o Docker para criar e rodar os contêineres, enquanto o Kubernetes desempenha a função de orquestrar sua funcionalidade (o que possibilita, inclusive, o gerenciamento automático dos códigos).

Desse modo, a melhor forma de proteger os seus códigos e tornar o trabalho de desenvolvedor muito mais funcional e prático, é por meio da utilização de ambos os programas, tanto do Docker quanto do Kubernetes. 

Vale lembrar que, enquanto o Docker pode funcionar sem o Kubernetes, o contrário não é possível. Isso porque a função do Kube é organizar os contêineres, e não criá-los – função esta desempenhada pelo Docker . Por isso, é comum verificarmos o uso do Docker sem o K8s, mas nunca o oposto.

A real competição

A pergunta anteriormente feita e denominada “errada” poderia ser substituída pela seguinte: qual o melhor programa, Kubernetes ou Docker Swarm?  Desta vez temos, de fato, uma competição entre programas equiparados. Ambos possuem a função de orquestrar os contêineres (criados pelo Docker), e aqui vale tentar descobrir qual o melhor.

De antemão podemos evidenciar: ambos os programas são extremamente funcionais e confiáveis, e certamente desempenham muito bem a sua função. Podemos elencar, contudo algumas vantagens e desvantagens principais de cada uma das plataformas:

Kubernetes

Como já vimos, um dos pontos principais do Kubernetes é a disponibilidade para uso em qualquer sistema operacional. Ademais este programa é apoiado pelo Google, o que certamente lhe concede alguns pontos a mais!

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Possui excelente suporte para trabalhar de forma automática, desde trabalhos mais simples de serem executados até mesmo aos mais complexos – isso o torna uma opção excelente para empresas com projetos mais pesados.

Já na área das desvantagens, temos uma curva complexa de aprendizagem que é um processo de instalação não muito simples. Ou seja, para usar o Kubernetes, é preciso estudo. Por esse motivo, se você está acostumado a usar o Docker Swarm, sua transição para o K8s pode ser custosa.

Docker Swarm

De maneira evidente, temos que a principal vantagem do Docker Swarm é sua curva de aprendizado mais facilitada. Ou seja, demora menos tempo para compreender sua utilização básica, por não possuir ferramentas tão complexas.

Ademais, o Docker Swarm é de simples instalação e é bem mais leve que a maioria das demais ferramentas de organização de contêineres – o que a coloca em vantagem quando os projetos são menores e mais simples.

Em contrapartida, o Docker Swarm funciona apenas com o Docker API, diferentemente do Kubernetes. Em consonância, essa ferramenta não possui um sistema de automatização tão completo como o Kube oferece.

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Se você leu até aqui e aprendeu mais sobre o sistema de contêineres, certamente é porque sabe a importância de possuir uma boa organização digital de sua empresa. Por isso, entendemos que a melhor forma de otimizar ao máximo o desempenho de seu conteúdo não passa apenas pela utilização de programas de organização.

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